colunista

Bacelar

Já exerceu 4 mandatos de vereador em Salvador, onde foi também Secretário de Educação; Atualmente é Deputado Federal. Escreve às terças, a cada duas semanas.

Como se fossem poucas as dificuldades que já vem enfrentando ao longo dos anos, a Educação no Brasil encontra agora duas novas e perigosas ameaças.

A primeira responde pelo nome de PEC 241, a chamada PEC do Teto, que estabelece um limite para os gastos públicos, sem determinar onde serão feitos os cortes. Em um País onde a Educação não é prioridade, as consequências podem ser desastrosas para um ensino público já deficiente. 

A segunda, habilmente disfarçada sob uma capa de neutralidade e manipulada, principalmente, através das mídias sociais, é a chamada Escola Sem Partido, aparentemente um movimento popular e, em verdade, mais um capítulo da guerra civil que se trava na surdina em nosso País, com grupos querendo impor as suas convicções políticas e religiosas.

Esta iniciativa, que visa transformar os professores em meros repetidores de postulados e informações impessoais, é na verdade um desserviço à Educação. De certa forma, representaria o fim da Educação como a conhecemos, em que a formação escolar é uma permuta de conhecimentos, ideias e realidades atuais entre professores e alunos.

Educar é transmitir conhecimentos, pensamentos e impressões; o aprendizado depende da interação entre o mestre e o estudante, para alargar os horizontes de ambos e perpetuar a consciência cidadã. Em última análise, educar é, acima de tudo, fazer nascer ideias novas e mais aprimoradas. 

Não é preciso ir muito longe, para demonstrar os prejuízos que podem ser causados à Educação. Imagine-se que Platão, Aristóteles, Sócrates e todos os grandes mestres da antiguidade tivessem sido submetidos a esse controle rígido e impedidos de transmitir as suas ideias. O que teria acontecido? Provavelmente, hoje não existiria a filosofia ocidental. 

A Educação de qualidade precisa ser realizada entre a escola e o lar; estas devem ser as principais fontes de conhecimentos acadêmicos e informações sobre o mundo e a vida. O professor, que desempenha um papel dos mais importantes, não pode ser censurado em sua missão de formar pessoas, de criar cidadãos conscientes e capazes de tomar as melhores decisões. 

Professores, estudantes, pais e servidores da Educação constituem a comunidade acadêmica e precisam trabalhar juntos, utilizando a cooperação e o bom senso para obter o resultado que todos desejamos: uma Educação de excelência, que forme novos cidadãos, capazes de construir um País melhor. 

Precisamos dizer “NÃO” a essa tentativa de impor a “Escola Sem Partido”. Ela é uma grande ameaça à Educação e ao futuro do Brasil! 

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