governo cedeu à pressão da oposição e concordou em adiar a votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados (Foto: Divulgação)

O governo federal aceitou nesta quarta-feira (19) adiar por uma semana a votação da reforma da Previdência Social na comissão especial. Após pressão dos partidos de oposição na Câmara dos Deputados, ficou acordado que o deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da reforma, fará a leitura do seu parecer final nesta quarta e, apenas na semana que vem, haverá a discussão do seu teor. A votação do relatório ficará para a semana seguinte, a partir do dia 2 de maio.

Com atraso de 2 horas, a reunião da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara começou sob protesto dos deputados da oposição. Logo cedo, os oposicionistas se inscreveram para apresentar requerimentos de obstrução ao andamento da reunião.

Mas, depois da abertura da sessão, eles apresentaram uma proposta de acordo ao presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS), para que o relatório seja lido hoje sem obstrução, desde que eles possam discuti-lo na próxima semana e votá-lo no início de maio.

Marun (PMDB-MS) suspendeu a sessão por cinco minutos para discutir a proposta e ao retomar os trabalhos anunciou que a base aliada acatou a sugestão. Assim, todos os requerimentos que visavam protelar a leitura do parecer do relator foram retirados.

“Base aliada aceita acordo de ler hoje o parecer, sem obstrução, se vier na sequência pedido de vista, será concedida, na semana que vem ocorrerá discussão da matéria e na semana posterior, na terça dia 2 de maio, faríamos a votação com todos os procedimentos regimentais previstos, sem a obstrução”, disse Marun.

O PSOL aproveitou a reunião para entregar ao presidente da comissão um abaixo-assinado com 320 mil assinaturas contrárias à proposta.

Ainda durante as discussões, o relator se ausentou da comissão por alguns instantes para fazer os últimos ajustes no relatório.

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