Todos os 13 vereadores participaram da Audiência. (Foto: Agência Mais Região)
Em abril de 2015, dezenas de representantes da Embasa estiveram em Mata de ão João para participar de uma audiência pública na Casa da Cultura para discutir na época problemas na manutenção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade. Dois anos depois, o município voltou a receber um grande numero de representantes do órgão, mas dessa vez o tema foi outro: a municipalização dos serviços de abastecimento de água e esgoto. 

"Se o município soubesse que para vocês participarem e estarem juntos da população, fosse necessário municipalizar a água..", disse o assessor especial da prefeitura, Wellington Lázaro, que discursou no encontro e contestou a falta de atenção do órgão com o município. 

O plenário da Câmara Municipal ficou pequeno para o grande público que compareceu a audiência pública convocada pela Casa Legislativa, no inicio da noite desta quinta-feira (20). O clima ficou tenso em alguns momentos, por conta do embate entre vereadores de oposição e da base, além das manifestações do público. 

Os representantes da Embasa voltaram a defender a continuidade da concessão e destacaram um suposto investimento para o município, que seria de R$ 80 milhões, para os próximos anos. "Nós da Embasa queremos reafirmar o nosso compromisso com o município de Mata de São João", destacou. 

Representando a prefeitura, Wellington Lázaro, contestou o valor de investimento anunciado pela Embasa. "Onde é que está no orçamento da Embasa os R$ 80 milhões aqui defendido? A Embasa gastou cerca de R$ 50 milhões para atender 30 municípios. Vai gastar R$ 80 milhões só em Mata de São João?", questionou. 

Lázaro disse que a Embasa ainda não forneceu os dados técnicos que foram solicitados pela prefeitura. "Vocês vão esperar dar setembro para nos passar?". 

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A partir de 18 de setembro deste ano, os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário passarão a ser geridos pela Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS). A autarquia foi criada após aprovação pela Câmara Municipal em fevereiro. 



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