colunista

Bacelar

Já exerceu 4 mandatos de vereador em Salvador, onde foi também Secretário de Educação; Atualmente é Deputado Federal. Escreve às terças, a cada duas semanas.

A resposta é sim. Um valor muito baixo, diga-se de passagem, se compararmos a outros países. Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que o Brasil gasta, por ano, R$ 11.7 mil com cada aluno matriculado, na rede pública, até a 5ª série. Enquanto os outros 39 países analisados pela OCDE investem quase o dobro. E se você acha que no ensino médio a situação é diferente, está muito enganado. Continuamos ocupando uma das últimas posições do ranking. 

Podemos dizer que a educação é o segundo maior investimento do Governo, perde apenas para previdência social. Mas temos dois problemas graves: a má gestão do dinheiro público e a formação dos professores. Não estou querendo dizer que o valor que temos hoje é suficiente. Pelo contrário, quanto mais recursos, melhor. O que quero dizer é que se conseguirmos manter a escola funcionando, de forma organizada, focada, com professores trabalhando sistematicamente, reconhecidos e capacitados teremos um avanço muito grande e, consequentemente, melhorarias na qualidade do ensino público. 

Enquanto a educação básica tenta se manter em pé, o ensino superior leva vantagem. O mesmo estudo da OCDE mostrou que o Brasil investe R$ 36 mil reais por cada aluno universitário. Mais do que o triplo das despesas no ensino fundamental e médio. Os gastos chegam a se aproximar de países desenvolvidos como Portugal e Espanha. Ponto para o Brasil!

Mas do que adianta tanto investimento nos universitários se o ensino básico não é valorizado? O que as autoridades públicas precisam entender é que alfabetizar todas as crianças até os seis ou sete anos de idade deve ser prioridade absoluta. Crianças e jovens que leem e escrevem bem são mais motivadas e podem se dedicar a novos aprendizados. Além disso, são mais capazes de interpretar textos e encarar a realidade de forma diferente.

A pergunta que não quer calar é: qual a solução? O que pode ser feito para mudar esse cenário? Ao Governo cabe melhorar a distribuição de renda com foco no aprendizado básico, contratar e capacitar professores, oferecer ensino de qualidade, equipar as escolas com laboratórios e bibliotecas. A nós, cidadãos, nos cabe fiscalizar e cobrar das autoridades mais seriedade e comprometimento com aqueles que, um dia, sairão do banco da escola e ocuparão as cadeiras das universidades.  

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