colunista

Wellington Lázaro

É professor universitário, contador, empresário e assessor técnico na Prefeitura de Mata de São João. Escreve às quintas.

Dessa vez vamos falar sobre a SOLUÇÃO (Ou a falta dela!). Quantas vezes ouviu essa expressão: "Se fosse eu teria feito de forma diferente!" ou ainda "A solução não é assim!". Ok. Qual a solução então? Apontar o problema e o resultado que se espera é fácil, o difícil nessa questão é dizer como chegar ao resultado, ou seja, A SOLUÇÃO!

Nas empresas públicas ou particulares, todos possuem algum objetivo (entre individuais e coletivos). E se o problema não for seu? E se o problema for do seu time adversário? Na área pública é comum que todos tenham a solução para tudo! Nesse momento vou me ater aos municípios. Existem dois vetores principais afetados: O cidadão e o Poder Público.

O ente "cidadão" é composto por todos que convivem direta ou indiretamente na cidade. Os problemas que envolvem os municípios são divididos entre individuais e coletivos. Feita a base do nosso raciocínio inicial, vamos às perguntas para as soluções: De quê ou quem? Com quê ou quem? Para quê ou quem? Onde e quando? Alguém ou qualquer um? Todo mundo ou ninguém?   

Agora Vamos aos questionamentos inerentes ao coletivo:

a) Dois cidadãos com problemas idênticos, e recurso para a solução de apenas um deles. O que fazer? Resolver apenas um? Não resolver nenhum? Como ser justo com o recurso que possui?

b) Um grupo de cidadãos precisa que seja resolvida uma situação. Porém, essa solução afetará de forma negativa outro grupo de cidadãos. O que fazer? Como ser coerente com a solução?

Agora Vamos aos questionamentos inerentes ao individual:

a) Você possui um problema social sério que precisa ser resolvido (emprego, saúde, educação, lazer, habitação, entre outros), porém, existem outras pessoas com o mesmo problema que você e os recursos e soluções são escassos. Não dá para resolver os problemas de todos. O que gostaria que fosse feito?

b) Outro cidadão teve o seu problema resolvido, porém, criou um certo desconforto para você (quer seja na área social, de mobilidade, sonora, cultural, religiosa, entre outros). O que fazer?  

Soluções a curto prazo sanam a sangria inicial, mas não curam o problema! Soluções a longo prazo curam o problema a longo prazo, mas como sanar a sangria inicial? Quais interesses dos solucionadores dos problemas? Por obrigação de fazer, por conta do cargo ou função pública exercida? Por necessidade de atender de forma social ou religiosa? Ou por objetivos futuros? Seja qual for o interesse na tentativa de solucionar o problema, que venham as soluções! Só não dá para aturar aqueles que apenas apontam os problemas e o resultado que se espera, porém, não dizem como chegar ao resultado (lembre da isonomia com as soluções, afinal todos os cidadãos têm direitos e deveres, e os direitos coletivos prevalecem sobre os direitos individuais)! E Você? Soluciona, opina, observa ou critica? Escolha o que mais se aplica a você! 

Ao final, o intuito deste artigo é para mostrar que uma solução sempre vai afetar de forma benéfica alguém, porém, outrem pode se sentir prejudicado. Falar é fácil! fazer, DE FORMA COERENTE  E MENOS DOLOSA, é que é difícil! Pense Nisso! Dê sua opinião!

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