Ex-governador do Estado Sérgio Cabral. (Foto: Ilustrativa )

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal no Rio, ouve o ex-governador do Estado Sérgio Cabral, nesta quinta-feira (7), sobre a operação Ratatouille.

Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra, que segundo o Ministério Público Federal (MPF) eram operadores de Cabral, além do empresário Marco Antonio De Lucca, também prestarão depoimento.

Cabral e os operadores foram denunciados por corrupção passiva, e o empresário por corrupção ativa e organização criminosa.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), entre 2007 e 2016, Marco de Luca pagou R$ 16,7 milhões em propina a Cabral para obter benefícios em contratos com o governo do Rio de Janeiro. A apuração indicou que foram registrados 82 pagamentos mensais a Miranda e a Bezerra, no valor aproximado de R$ 200 mil.

Segundo o MPF, a continuidade dos pagamentos até a prisão de Cabral, mesmo após ele ter deixado o cargo, “demonstra a influência política que o ex-governador ainda exercia sobre a administração”. As informações são da Agência Brasil.

As investigações da Operação Ratatouille revelaram ainda que as empresas Masan Serviços Especializados Ltda e Comercial Milano Brasil, ligadas a de Luca, tiveram crescimento exponencial nas contratações com o governo do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos.

Os contratos assinados com a Masan atingiram R$ 2,2 bilhões e com a Milano R$ 409 milhões e, entre outros, envolvem o fornecimento de alimentação para escolas e presídios do estado.

“Estão plenamente configurados os crimes de corrupção passiva e ativa porquanto resta claro que o conjunto de funções exercido pelo agente público em questão está relacionado com os interesses privados do principal fornecedor de alimentação e serviços especializados no estado do Rio de Janeiro, isto é, pode-se aferir extreme de dúvidas a relação de mercancia que tem por objeto a função pública exercida pela então maior autoridade do Poder Executivo estadual”, destacou o MPF, quando da denúncia.

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