Área dedicada ao check in vai mudar de lugar após reforma do aeroporto internacional de Salvador (Foto: Divulgação)

O presidente global da Vinci Airports, Nicolas Notebart, vai lançar, nessa quinta-feira (19), em Salvador, a pedra fundamental do início das obras de reforma do Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães.  Aprovadas pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) no final de março, as obras – chamadas de fase 1B - fazem parte das obrigações assumidas pela concessionária ao assumir a gestão do equipamento e incluem expansão do terminal de passageiros, modernização dos banheiros e fraldários, melhorias no ar condicionado e nos sistemas de ventilação, implantação de seis pontes de embarque de aeronaves adicionais e adequações nas pistas e pátio para a segurança operacional do aeroporto. Os detalhes do projeto serão apresentados durante o evento.

Porém, mais do que o início da reforma, a presença de Notebart vai dar peso aos objetivos traçados pela Vinci para o aeroporto de Salvador: aumentar a rentabilidade do equipamento.  Para atingir esta meta, a multinacional francesa aposta em uma receita com quatro ingredientes básicos: o aumento do tráfego aéreo, o desenvolvimento de receitas não aéreas, o desenvolvimento de infraestrutura de forma complementar à gestão e na própria operação do equipamento.
 
O crescimento de tráfego -  que é a atração de mais voos, companhias aéreas e passageiros - é o que mais interessa ao turismo local devido ao impacto positivo que trará a toda a cadeia produtiva do setor, incluindo hotéis, restaurantes, comércio e empresas de receptivo. Para cumprir este primeira meta, a Vinci pretende aproveitar todo o relacionamento que construiu com 250 companhias aéreas e 300 operadoras de turismo de todo o mundo ao administrar 36 aeroportos em países como França, Portugal, Camboja, Japão, Chile e República Dominicana. 

A ideia é vender Salvador como um destino butique, ou seja, uma cidade desejada para ser conhecida e revisitada pelos viajantes. “Salvador é um destino de moda, cabe a nós desenvolvê-lo para ser um destino popular”, afirmou Anne Le Bour, diretora de comunicação da Vinci Airports e da Vinci Concessions.

A qualidade do aeroporto de Salvador tem sido frequentemente apontada pelos empresários da cadeia como fator impeditivo para uma maior evolução do turismo na capital baiana. No ano passado, o terminal de Salvador teve a terceira pior nota entre 20 aeroportos incluídos na pesquisa de satisfação de passageiros realizada pelo Ministério do Transportes. 

O estudo aborda 38 indicadores de infraestrutura, atendimento, serviços, itens de gestão e a satisfação geral. Desde que assumiu a integralidade da gestão do terminal – em 2 de janeiro – a concessionária vem realizando manutenção e intervenções de emergência, que já alcançaram banheiros e fraldários, sistema de ar condicionado, iluminação, cercas de segurança, correções na pista, na sinalização e no piso e forros do prédio. 

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