Edu nem pensa em voltar para Franca, sua cidade natal (Foto: Reprodução )

Natural de Franca, cidade chamada de capital nacional do basquete, o paulista Edu Mariano nunca imaginaria que sua carreira se desenrolaria tão bem em Salvador. Em três anos no Universo/Vitória, o time chegou nos playoffs do NBB em todos. Na capital baiana, o ala teve o seu melhor resultado em dez anos de liga: o terceiro lugar na temporada 2016/17.

Na última quinta-feira (12), ele foi um dos destaques do Leão contra o Minas, pelas oitavas de final do NBB. A partida teve três prorrogações, e acabou com a eliminação da equipe rubro-negra. Um mero detalhe. Agora, o ala vive a expectativa da renovação de contrato da parceria entre a universidade, que financia a equipe, e o Vitória.

Se depender da união, ele sabe que acontecerá: “De todos os times em que joguei, o daqui é o mais unido. A gente marca de chegar mais cedo para treinar, mesmo sem ninguém da comissão técnica pedir. A gente quer estar junto o tempo todo. Combina praia, churrasco. Acho que o sucesso dessa equipe é esse clima de família que criamos”, opina.

Edu se mudou para Salvador em abril de 2015, quando ainda não existia Universo/Vitória. Seu objetivo era ficar com a esposa, que morava na capital baiana e teve complicações na gestação do seu único filho, Dudu. Sem um time profissional na cidade, ele pensou em largar a carreira. Meses depois, a equipe rubro-negra foi criada.

Até o curso de Educação Física, que Edu faz desde 2000, desenrolou durante esse período. “Pô, em três anos morando e jogando aqui deu para adiantar, né?”, brinca o ala. “Antes daqui, eu passei por seis faculdades. Tranquei muito por conta da carreira. Mas, aqui em Salvador, tudo bateu certo. Horários de treino, aulas. Me formo em novembro”, comemora.

"Quero criar um núcleo de formação aqui"
Edu quer seguir a carreira como educador físico no basquete. E, apesar de vir da “capital nacional do basquete”, prefere ficar em Salvador. “Lá em Franca teremos muitos jogadores voltando e abrindo alguma coisa. Lá é fácil, é só pegar o jovem e botar para jogar. É tipo futebol no Brasil, o garoto faz no automático. Quero ver fazer isso aqui em Salvador. Tem que pegar o jovem e lapidar. Hoje, invisto em Salvador. Quero criar um núcleo de formação aqui”, revela.

Tudo vai depender da permanência do Universo/Vitória. Deixar Salvador ele não cogita no momento. “Hoje, vou pensar muito se vale a pena ou não. Viramos referência no Nordeste para o Brasil. Foram três playoffs seguidos, sendo que na penúltima temporada chegamos muito perto do título. Não só para os jogadores, mas para o projeto da universidade foi gratificante”.

Seja qual for o resultado dessa prorrogação, Edu já saiu campeão. “Foi demais. Aqui, cresci demais como homem, como pai, como atleta. No Vitória, estou defendendo não só meu time, mas também minha casa e minha família”.

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