colunista

Wellington Lázaro

É professor universitário, contador, empresário e assessor técnico na Prefeitura de Mata de São João. Escreve às quintas.

Dessa vez vamos falar sobre um grande desafio do seu dia a dia: Discordar, sem ameaçar! Para falar desse tema, que na teoria é simples mas na sua execução se torna um "elo de rachadura entre pessoas", precisamos ativar o significado da palavra "discordar". De forma etimológica,  “discordar” vem do latim discordare, junção dos elementos dis, que significa “dois”, e core, que significa “coração”. Logo, no simbolismo original deste termo latino, para que haja a conclusão ou aceitação de algo, seria necessário a presença de dois corações juntos.

Quando uma pessoa discorda de algo, ela não acredita, não aceita ou não concorda com determinada situação, mas isso não significa que por discordar de um fato, seja necessário e obrigatório passar a ser "inimigo (a) quase mortal" daquele(a) autor(a) da situação que você não concorda. Pensando dessa forma, você tem maturidade para discordar? Por que será que o outro é obrigado a aceitar sua discordância? Esse "imbróglio de emoções" acontece em várias relações: no convívio familiar, nas relações entre amigos, na política (principalmente) e nas empresas.

Existem dois atos vinculados à esse tema que precisam ser lembrados: SABER FALAR e SABER OUVIR, ou melhor: 1 - saber como, quando e onde criticar e 2 - saber como ouvir a crítica a  respeito de algo relacionado a você. Perceba que há uma desvantagem entre criticar e ser criticado. Pode parecer que não, mas, criticar é muito mais difícil do que ser criticado. Por isso, é preciso que você tenha muito cuidado quando for criticar uma situação física, emocional, comportamental, ou até uma decisão de alguém. Por exemplo, divergir de gosto é diferente de criticar por achar que alguma situação ocasionada por outra pessoa está indo de encontro a sua forma de pensar. Na minha humilde opinião, acabamos por bagunçar gosto com comportamento, ética com vantagem, aí as críticas viram severas flechas na tentativa não só de mudar a atitude ou opinião do criticado, mas, fazê-lo aceitar a opinião de quem o criticou e ainda se penalizar por ter agido de forma diferente, sem se quer ter direito de defender sua opinião inicial. #PenseNisso      

É muito difícil conseguirmos que o outro, na qualidade de companheiro(a), colega de trabalho, vizinho, conhecido, filho(a), pai, mãe, ou o que quer que ele(a) seja seu(ua), tenha os mesmos princípios éticos, sociais, gostos, manias, qualidades e defeitos que você! Ou melhor, se torna até impossível! até o espelho não consegue lhe dar o mesmo resultado, já que lhe mostra a mesma imagem, porém em lado inverso, logo, se torna diferente pelo lado que se encontra.

E agora? Como resolver? É proibido discordar por saber que o outro sempre será diferente de você? Não, não é bem assim. Você pode e deve sim discordar, Porém com alguns cuidados: a) A discordância sempre será de uma situação e nunca de uma pessoa b) A discordância é uma opinião contrária, não uma decisão, afinal, pode ou não ser aceita pelo discordado! E para os que estão sendo discordados: a) Enxerge a crítica como uma forma diferente de pensar e não como uma ameaça b) Incentive quem está te criticando a focar na busca da solução em vez de competir pela melhor idéia, mas antes deixe que ela explique o por que da crítica.

Voltemos ao mundo da Gestão! Você está preparado(a) para discordar, ou, para a discórdia? Já discordou de alguém? Ou por alguém? Ou ainda, alguém já discordou de você? E como você se sentiu? Geralmente você discorda mais ou é discordado?  Vamos pensar nisso! Concorda?

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