colunista

Bia Ribas

É jornalista, doutora em comunicação e cultura contemporâneas pela UFBA e assessora de comunicação do Projeto Tamar. Escreve uma vez por mês.
Se a coluna puder ter um nome, escolho Máquina do Tempo. Vou escrever sobre a memória digital conectada, sobre a eternidade dos arquivos, o momento referência, o agora indexável, o instante onipresente, a lembrança permanente e o esquecimento total. Sessão nostalgia, saudade não tem idade, recordar é viver, vale a pena ver de novo, renascer, já dizia um querido e inesquecível professor de química meu, no início dos anos 90, que jogava giz "na gente".

Quero também falar do presente e do futuro, trazer impressões sobre impactos das novas tecnologias na convivência consigo mesmo e com os outros. Existe vida digital após a morte, é possível viver no ano que você escolher, tornar-se você mesmo o dispositivo que se conecta com o ciberespaço e com as coisas. Vamos falar de internet e sensações, liberdade de expressão, simulação, imersão, realidade aumentada, realidade virtual, realidade falsificada.

Nossa capacidade de lembrar e esquecer nunca mais será como antes da internet banda larga e das redes digitais conectadas, e móveis. Sofra com a privação digital ou precise dela, "pra" você ver. Transformações sociais, culturais, políticas e técnicas já alcançaram o indivíduo, as famílias, os grupos e as sociedades.

Exposição, vulnerabilidade, perda de privacidade. Nossos dados mais queridos são facilmente violáveis, sequestrados, passando a servir ao capital sem censura #sqn, sem pudores #sqn, e com o nosso consentimento. Somos rastreáveis, identificados por nossos dispositivos de comunicação. Estamos nus na rua, monitorados por drones invisíveis #sóquenão #mulhermaravilhaescondeoavião.

As máquinas conectadas escutam seus pensamentos, há quem diga. Os cookies estão aí e podem ser bastante indigestos. Como escapamos da memória digital conectada? Links, hashtags, metadados, algoritmos! Soa familiar? Mas tem de tudo. Estamos cercados. Grudando na teia da aranha.

E o poder terapêutico da memória digital conectada? Você já experimentou?

Mecanização, automatização, gravação, registro, rastro, resquício, inexorável index... to bit or not to bit...

Vamos viajar?

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