O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, e a vice Manuela D'Ávila durante ato de campanha (Foto: Divulgação)
O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse que, se eleito, vai rever a política de reajuste da gasolina. Haddad falou sobre o assunto durante ato de campanha na manhã desta quinta-feira (13) no calçadão do Centro de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ele também fez caminhada em Osasco.

A Petrobras voltou a elevar o preço da gasolina nas refinarias, com aumento de 0,98% anunciado nesta quarta-feira (12). Trata-se do segundo reajuste diário após uma semana de preços inalterados.

"Nós não vamos adotar a política de preços do governo Temer. O governo Temer vinculou os preços domésticos ao preço do petróleo no mercado internacional. Só que nós somos um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Temos uma das maiores reservas do mundo. Vamos voltar a ter o mesmo tipo de tratamento [para o preço da gasolina] que nós tinhamos durante o governo Lula", afirmou Haddad.

Para o candidato, a "Petrobras tem que ter seu lucro respeitado", mas a "situação de monopólio exige que também ela atenda ao interesse nacional".

"A mediação entre a empresa que tem que ser gerida como uma empresa privada, mas ela tem um poder de monopólio que as empresas privadas não tem. Então, vamos adotar a política quando a Petrobras atingir o máximo de sua valorização", disse.

Investigação
Haddad comentou, ainda, denúncia do Ministério Público contra ele e a decisão do corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel Moreira, de determinar nesta quarta-feira (12) a apuração sobre as condutas dos promotores que apresentaram a ação.

Para Haddad, Polícia Federal, Ministério Público e o Judiciário têm que ser fortalecidos, mas apartidários.

"O MP é uma instituição central na democracia para fiscalizar o governo. A Polícia Federal, o Ministério Público, o Judiciário têm que ser fortalecidos. Mas para que sejam fortes têm que ser apartidários", disse o candidato do PT.

O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-prefeito de São Paulo por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por suspeita de pedir R$ 2,6 milhões à construtora UTC Engenharia para pagamento de dívidas de campanha.

"Isso depura o Ministério Público de tomar partido. O MP é para fazer justiça. O promotor tem que buscar a verdade. Não pode fazer política. É importante a gente preservar uma instituição que o PT sempre fortaleceu", afirmou Haddad.

Defesa de Lula
O petista chegou a Carapicuíba por volta das 10h, acompanhado da candidata a vice Manuela D'Ávila (PCdoB). Ele andou por cerca de 40 minutos no calçadão, onde cumprimentou apoiadores e lojistas e falou brevemente para o público, a partir de um carro de som.

Haddad foi anunciado nesta terça-feira (11) como candidato oficial do PT após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido barrado na disputa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa.

"Lula deixou o plano de governo pronto. Na impossibilidade de disputar, contra a vontade dele, nos escolheu, a mim e a Manuela para representá-lo nesse projeto", disse Fernando Haddad durante o ato de campanha.

Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato. Desde abril, ele cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão em Curitiba.

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