O traficante era uma das lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM) (Foto: Divulgação)

O homem morto durante confronto com policiais militares no bairro de Tancredo Neves, na última terça-feira (9), é o traficante Rodrigo Veloso Souza, o Digão. Ele era uma das lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM), do Buracão, localidade da região. No confronto, foi baleado um policial militar da 23ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Tancredo Neves).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Digão disparou contra os policiais. O traficante morreu na hora e o PM foi encaminhado para o Hospital Geral Roberto Santos, no Cabula. O PM estava vestido com um colete e, por isso, a bala não chegou a atingir nenhum órgão. O policial foi liberado logo em seguida.

De acordo com informações de fontes da Polícia Civil, Digão era um dos gerentes do grupo de Buel, que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura. Buel é a liderança do BDM da Rua Águas Cristalinas, nas proximidades da rótula do Hospital Juliano Moreira, a cerca de um quilômetro do local onde duas pessoas foram mortas e seis ficaram feridas na madrugada desta quarta-feira (10). Além de Digão, fazem parte do bando Pipa, Neném e Pastor. 

A briga pelo controle do tráfico de drogas no final de linha de Tancredo Neves e adjacências acontece entre Buel e Cléber Santos da Silva, o Kel, também do BDM e que lidera a venda de entorpecentes no bairro do Arenoso e parte de Tancredo Neves – a 'Faixa de Gaza' dos grupos é a Rua Bahia, ainda em Tancredo Neves. 

Apesar de fazerem parte da mesma facção, Buel e Kel são rivais. “A gente não sabe ao certo o motivo da discórdia entre eles, mas não batem há mais de dois anos”, explicou a fonte da Polícia Civil.

São Paulo 


Em abril deste ano, Kel e um comparsa foram presos em São Paulo. Ele e Edson Silva de Santana, mais conhecido como Jegue, estavam em um condomínio de luxo, no bairro do Morumbi, quando surpreendidos por policiais civis da Bahia. Eles possuíam mandados de prisão em aberto, já tinham sido presos duas vezes e fugiram do sistema prisional em 2012.

Kel e Jegue são responsáveis pela distribuição de drogas e armas para outros suspeitos que agiam na Bahia. Já em SP, a dupla ostentava com veículos de luxo, um deles com uma motocicleta da marca BMW. Na tentativa de não ser localizado pela polícia, Kel usava documentos falsos com nome de Tiago e estava com casamento marcado para o dia 5 de maio.

Além da dupla, na Bahia, outras 11 pessoas foram presas durante a operação que cumpriu mandados de busca e apreensão, no estado baiano, em São Paulo e Sergipe.

Com eles foram apreendidos uma submetralhadora calibre 9mm, uma pistola calibre 9mm, documentos falsos, quatro veículos (BMW, Elantra, HB20 e um Vitara), celulares, munições e uma certa quantia em dinheiro.

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