colunista

Fred & Marcio

Frederico Tognin é biólogo e coordenador técnico do Tamar. Já Marcio Vianna é administrador e cozinheiro. Eles escrevem uma vez por mês.

Em tempos de cuidados e preservação do meio ambiente, temos buscado formas de contribuir para o melhoramento do planeta, não é mesmo?! Pequenas atitudes podem, sim, fazer bastante diferença no todo e nossa coluna “Meio ambiente e Arte” trará neste mês uma solução que muito te ajudará no dia-a-dia transformando todo o resto de comida da sua casa em adubo orgânico.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o material orgânico do mundo corresponde a cerca de 52% do volume total de resíduos produzidos no Brasil!! Veja que absurdo!! É muita coisa!!! E o pior,  que tudo isso vai parar em aterros sanitários, onde são depositados com os demais tipos de resíduos e não recebem nenhum tipo de tratamento específico.

Bora junto tentar mudar esse cenário? É possível!!!

Uma das saídas, além do encaminhamento correto do resíduo sólido dos reciclados, é a compostagem. Mas o que é isso, Fred?! É um processo natural onde fungos e bactérias degradam todo o alimento, transformando-o em adubo, aquela terra preta que compramos nas casas especializadas em nosso litoral. É um material muito rico em nutrientes e bemmmmm fértil. Pode ser usado para nutrir nossas lindas plantinhas.

E como conseguimos fazer isso? Uma das possibilidades é a Composteira, que nada mais é do que o lugar (ou a estrutura) próprio para o depósito e processamento desse material orgânico. É nesse local que irá ocorrer a compostagem, a transformação desse lixo orgânico em adubo.

A composteira pode assumir diversos formatos e tamanhos - isso depende do volume de resíduo orgânico que você produz e também do seu espaço livre disponível para sua implementação, mas todas têm a mesma finalidade. Pode ser instalada em casas e até apartamentos. Podemos encontrar tipos que contemplam, além da questão do tamanho, também a questão de preço e custo, sendo que, de qualquer forma, a compostagem caseira é uma ótima iniciativa.

Se ligue que essa atividade é para alimentos crus, cascas e frutas. JAMAIS devem ser colocados carnes, laticínios ou alimentos temperados na composteira viu!

Dica valiosíssssiiima: reúna toda a família neste processo, é uma forma divertida e prática de ensinar conceitos ambientais para seus filhos.

Marcio vai ensinar aqui a fazer um composteira no chão da sua casa, no seu jardim! Veja o passo-a-passo:

Cave o buraco de mais ou menos 30 cm de profundidade - A área do buraco será determinada pela quantidade de resíduo orgânica que você deseja colocar dentro dele ok?! Ao estimar o tamanho do buraco, tenha em mente que o resíduo orgânico deverá ser picado e empilhado, até chegar a uma altura de 10 cm no fundo do buraco.

Pique muito bem os materiais para a compostagem. O resíduo orgânico enterrado se decompõe mais lentamente do que os colocados em cima da terra, maximize a área da superfície para colocar os restos de matéria orgânica é fundamental para acelerar esse processo. Os restos dos alimentos crus podem ser picados manualmente, utilizando uma faca ou, até mesmo, colocados em um processador de alimentos. Os resíduos do jardim podem ser picados utilizando um cortador de grama. Tente obter pedaços que não sejam maiores do que 5 a 8 cm.

Coloque os materiais orgânicos no fosso de compostagem. Empilhe os restos dos alimentos crus e os resíduos do jardim dentro do buraco que você cavou, até que a pilha tenha cerca de 10 cm de altura. Certifique-se de que o resíduo orgânico, rico em carbono (como papel e folhas secas), seja muito bem misturada com os materiais ricos em nitrogênio (como restos de vegetais e aparas de grama fresca), pois você não conseguirá revirar a pilha subterrânea.

Se você pretende adicionar mais resíduos, coloque uma placa de madeira em cima do buraco. Se você quer poder continuar colocando resíduos na fossa de compostagem, cubra os restos com uma fina camada de terra ou algum material que seja rico em carbono. Em seguida, coloque uma placa de madeira em cima do buraco, para impedir que alguém tropece nele. Tenha cuidado para não deixar a pilha de compostagem com mais de 10 cm, pois isso dificultará cobri-la adequadamente com terra.

Cubra a compostagem com terra. Assim que tiver terminado de colocar os resíduos orgânicos no fosso de compostagem, você pode aterrá-los com a terra que foi retirada ao cavar. Coloque a terra em cima dos restos dentro do fosso, de maneira que fique novamente nivelado com o terreno ao redor dele. Se você quiser, recupere essa área plantando grama, utilizando mudas ou sementes.

Mantenha o fosso de compostagem úmido enquanto ele estiver em decomposição. Os restos colocados em baixo da terra se decompõem lentamente, pois não têm acesso a tanto oxigênio fresco, como teria se estivessem acima do nível do solo. Para acelerar o processo, garanta que a área permaneça bastante molhada. Durante a estação seca, molhe o solo acima do fosso utilizando uma mangueira. A umidade inadequada não deixará com que os micróbios quebrem as moléculas dos resíduos orgânicos. Se a área for mantida suficientemente úmida, a matéria orgânica enterrada deverá estar totalmente decomposta em cerca de um ano.

Plante em cima da compostagem, depois que estiver decomposta. Um dos grandes benefícios da compostagem subterrânea é que você não precisa fazer mais nada para colher o composto e melhorar o solo. O trabalho é feito por você, pois os restos decompostos trabalharão naturalmente no solo. A melhor maneira de aproveitar esse benefício é plantar diretamente sobre a área onde você fez a compostagem. Na verdade, a cada temporada você pode alternar os locais onde crescem as plantas e faz a compostagem; isso garantirá que a terra das plantas estará sempre fresca e adubada com a matéria orgânica.

Boa compostagem e até o próximo mês!!!!

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