Rota 2030 cria um novo regime tributário para as montadoras de veículos no País (Foto: Estadão)

O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira, 8, o decreto que regulamenta o novo regime automotivo, chamado de Rota 2030. A medida provisória que cria o programa foi aprovada ainda na manhã desta quinta-feira no Senado. Temer participava da abertura oficial do Salão do Automóvel, em São Paulo.

A medida cria um novo programa para as montadoras de veículos no País, que em contrapartida terão de investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias. "O Brasil pode se consolidar como principal fornecedor de veículos para a América Latina, temos todas as condições para isso", disse o ministro da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, Marcos Jorge.

A aprovação da medida foi comemorada por representantes da indústria. O Rota 2030, que deve vigorar pelos próximos 15 anos, prevê incentivos fiscais para o setor automotivo – que só no ano que vem podem custar R$ 7,2 bilhões aos cofres públicos. Vale lembrar que a sanção ocorreu um dia após o Senado aprovar um reajuste de 16% para os salários dos ministros do STF. 

"O Brasil pode se orgulhar de ter sua política nessa direção. Precisamos desse instrumento legal para que todo conhecimento que temos no Brasil seja retido no Brasil", disse o presidente da Anfavea, entidade que congrega as montadoras de veículos automotores no Brasil, Antônio Megale. Ele agradeceu a atuação de Temer para aprovação da proposta.

No mesmo evento, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), José Luiz Gandini, também parabenizou o presidente, fazendo uma ressalva de que o governo enfrentou "problemas". "Temos convicção que o senhor procurou fazer o melhor para o Brasil. Teve problemas, é bem verdade, que atrapalharam a eficiência de governo, mas pelas atitudes em torno do Rota 2030 o seu governo ficará para a história do País", disse Gandini. 

Senado

A MP passou pelo Senado nesta quinta-feira. O texto obteve aprovação simbólica, praticamente unânime, com posição contrária apenas do senador Reguffe (sem partido-DF). 

Depois da votação da MP, a sessão plenária do Senado foi encerrada.

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