Joesley Batista já havia sido preso antes, mas foi liberado após uma delação premiada Sérgio Lima/ (Foto: Divulgação)

Em mais um desdobramento da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (9), o empresário Joesley Batista e vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade. A ação é contra lavagem de dinheiro e propina.  

O executivo da JBS Ricardo Saudtambém  é alvo da operação da PF, mas está fora do país. A operação foi batizada de Capitu, e é baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

Ao todo, são 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária, expedidos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cumpridos no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.
 
Em 2017,  durante delação premiada à Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista revelou que atuou com o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Lúcio Funaro em esquema de corrupção no Ministério da Agricultura para favorecer as empresas.

Joesley havia sido preso em setembro do ano passado, por suspeita de que estivesse contando com ajuda do procurador da República Marcello Miller no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República. Ele havia deixado a prisão em março deste ano.

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