colunista

Mariana Blume

É formada em Turismo pela Feevale é consultora de hotelaria e turismo e proprietária do Cajueiro’s Bar & Restaurante em Imbassaí. Escreve uma vez por mês.
Tenho observado que há uma grande dificuldade de assimilação no que diz respeito a execução de tarefas. O caos começa quando há substituições de última hora, principalmente ante a feriados prolongados ou mesmo no início da alta estação, ao qual estamos adentrando. Em meio a isto, o pequeno empresário não tem tido tempo de fazer uma adequada seleção e acaba cedendo as famosas indicações, geralmente por outros empregados, o que é péssimo. Raramente há casos de sucesso, pois a falta de organização para tal, gera uma série de consequências, muitas vezes graves e a principal delas, é a não execução das tarefas.

Costumo dizer que, em suma, o empregador é o próprio culpado por esta catástrofe, pois não age da maneira correta o que dá margem para uma sucessão de erros. No ato da admissão é preciso deixar claro direitos e deveres de ambos, (empregado x empregador), horário de trabalho, carga horária, hora extra, adicional noturno, taxa de serviço, horário de descanso, uniforme, cartão ponto, salário, benefícios, manual de boas práticas e POP, (procedimento operacional padrão). Ambos acordando, com os itens acima mencionados, fica mais fácil e próxima a relação de trabalho.

O que a maioria dos empregadores e empregados desconhecem é o POP, (procedimento operacional padrão), que é um documento da ABNT, (Associação Brasileira de Normas Técnicas), cujo conteúdo de cada norma é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especial e Temporária (ABNT/CEET), que são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, neste caso o Comitê Brasileiro de Turismo, pela comissão de Estudo de Meios de Hospedagem – Ocupações.

Cada norma é composta por:

• Objetivo: Estabelece os resultados esperados e as competências do cargo

• Definições:

(a) Competência: Capacidade de mobilizar, desenvolver e aplicar conhecimentos, habilidades e atitudes no desempenho do trabalho e na solução de problemas, para gerar os resultados esperados.

(b) Certificação profissional: Processo que atesta publicamente a competência para o trabalho, tendo como referência uma norma.

(c) Resultados esperados: conjunto mínimo de serviços que compõe uma ocupação;

 

• Descrição da ocupação: ato de ocupar-se com a função a ser desenvolvida.

 

• Resultados esperados: é a capacidade de desenvolver as ações descritas.

• Competência: é o alcance dos resultados esperados que deve ser avaliada através dos conhecimentos, habilidades e atitudes.

• Anexos. (Geralmente uma série de especificações estabelecidas pelo próprio empregador).

Após a apresentação do POP, ocorre por parte dos empregados uma série de divergências, fato este que se dá pelo desconhecimento das normas da ABNT, alegando desta forma que o conteúdo apresentado é uma mera “invenção” do empregador, cujo principal propósito é fazer com que o empregado tenha uma série de tarefas a ser desenvolvidas, não dando margem a ociosidade.

Assim temos uma série de exemplos a serem citados, o que farei em momento mais oportuno falando especificamente de cada profissional. Mas vale lembrar que para ser um bom profissional, é preciso levar em conta uma série de atributos antes mesmo de começar o trabalho, um bom profissional é pontual, tem empatia pelo colega e pelo cliente, é atencioso e preza por seu trabalho, o bom profissional acima de qualquer coisa, honra a empresa que trabalha.

 

Sobre a colunista 

Mariana Blume, 40 anos, natural de Morro Reuter no Rio Grande do Sul, formada em Turismo pela Feevale, moradora da Bahia há dez anos. O nordeste era um sonho antigo, mesmo antes da formatura. Sempre via muita oportunidade de trabalho relacionado ao Turismo no nordeste, especialmente a Bahia e pouquíssima coisa no Sul. Logo depois da formatura terminei um relacionamento e vi isso como uma oportunidade de recomeçar, longe de tudo e todos e foi o que fiz .(Uma longa história, cheia de aventuras)... A primeira parada foi Arembepe onde me aventurei no empreendedorismo  com uma pequena padaria, produzindo pães caseiros, não dei conta do recado e resolvi entrar em definitivo para minha área, me mudei para Praia do Forte onde morei por três anos, trabalhando como supervisora geral de uma pousada. Em um dia de folga fui conhecer Imbassaí e foi "amor a primeira vista" me mudei na semana seguinte da visita e estou até hoje, já são cinco primorosos anos. Em Imbassaí comecei minha vida de Consultora de hotelaria e turismo e como se não bastasse, mais uma vez empreenderia, desta vez com uma dose extra de ousadia, um restaurante, Cajueiro's Bar & Restaurante, que administro desde 2016 junto com meu namorado.

 

Vou escrever sobre turismo, afinal, nada mais justo que falar de uma área tão promissora quanto está, sem contar que é um dos setores que mais gera renda e emprego no litoral norte baiano.

Comentários

AVISO - Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie através do nosso whatsapp 71 99663.6360 ou do email jornalismo@maisregiao.com.br. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal. TERMOS DE USO

mais notícias » Leia também

Publicidade
Publicidade