O jornalista Ricardo Boechat na TV Band, onde apresentava telejornal (Foto: Divulgação)

O acidente de helicóptero que vitimou Ricardo Eugêncio Boechat hoje (11), em São Paulo, interrompeu uma trajetória com mais vitórias do que derrotas. Boechat, como grande parte do público chamava o jornalista, ficou órfã das opiniões e comentários ácidos do homem que é foi a cara e a voz do grupo Band, tanto na TV quanto no rádio. 

Nascido em Buenos Aires, na Argentina, ele tinha 66 anos. Durante a sua carreira, Boechat trabalho em veículos como O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil.

Ao longo da carreira, se tornou o recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se, com 17 troféus, e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV). Foi laureado ainda com dois prêmios Esso, o mais importante do jornalismo brasileiro. 

 Em quase 50 anos de carreira, Ricardo Boechat também foi alvo de polêmicas. A, talvez, primeira, em 2001, quando foi demitido de O Globo por, supostamente, passar informações do jornal para uma fonte que seria alvo de publicações do veículo. 

Anos depois, já na Band, Boechat voltou ao centro das notícias quando discutiu com o pastor Silas Malafaia. "Ô Malafaia, vai procurar uma r*la", disparou o jornalista após ser criticado pelo pastor evangélico. 

Ícone da comunicação, Boechat morreu após voltar de uma palestra que dava no interior de São Paulo. Ele deixa mulher, Veruska Seibel Boechat, e seis filhos pequenos.


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