(Foto: Reprodução/Instagram)

Quando lançou o seu livro “A escova de dentes azul”, em 2016, o apresentador Marcos Mion enxergou que teria outro papel importante diante do seu público: o de pai de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O seu primogênito, Romeu, de 13 anos, foi diagnosticado com autismo ainda cedo, e mudou completamente a forma como o pai imaginou a paternidade.

Com milhões de seguidores em suas redes sociais, Mion diz que é abordado constantemente por mães e pais que lhe pedem conselhos sobre formas de lidar com as dificuldades enfrentadas pelas crianças autistas em casa, na escola ou na rua. “Eu recebo muitas mensagens de pais e mães que acabaram de receber o diagnóstico, e a (falta de) informação ainda é o principal problema que causa pânico e desespero. O recado que eu quero passar para todos os pais é: não é o fim do mundo! Tenham calma, vai tudo se organizar”, comentou o apresentador em entrevista ao MdeMulher, durante um evento da APAE, Make a Wish, Aldeias Infantis e Johnson’s, em que falou sobre sua experiência paterna.

Doce e inspirador, Romeu é o xodó das pessoas por onde passa, sem deixar de lidar com conflitos comuns que toda criança que está na transição para a adolescência também passa. “Meu filho mudou a vida de todas as pessoas com as quais ele se relaciona, e não só a família. Ele mudou a vida de todo mundo. Não por ser único, ele não tem um dom diferente ou especial. As crianças tiram de dentro o que nós temos de melhor”.

O apresentador teve o primogênito aos 24 anos, e contou que a vida dele foi transformada quando sentiu o pequeno no seu colo. “Eu lembro que quando Romeu nasceu, eu carregava ele na minha mão. O meu filho nasceu prematuro, não só com autismo, mas também com uma luxação congênita de quadril. Foi um jeito de amadurecer extremamente intenso. Passei de um moleque para um homem, onde eu pegava a vida do meu filho na palma da minha mão”.

Sabendo da enorme responsabilidade que teria, o papai decidiu não enxergar apenas as dificuldades, mas como ele conseguiria acolher outros pais que passam pelo mesmo que ele. “Eu fui presenteado com autismo na minha vida. Eu não seria o que eu sou, eu não estaria onde estou. Hoje, eu tenho a plena convicção de que eu fui escolhido para poder ser porta-voz do meu filho e de todas as outras crianças autistas do país”.

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