De acordo com o presidente, tal medida poderia provocar um êxodo dos estudantes para outros países (Foto: Reprodução )

Durante um café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira (23), Jair Bolsonaro discordou da ideia do governador da Bahia Rui Costa de que as famílias mais ricas paguem pelo estudo de seus filhos em universidades públicas do país. De acordo com o presidente, esta medida “espantaria” os estudantes com esse perfil familiar para faculdades de outros países, como Portugal.

“Se as universidades públicas começarem a cobrar R$ 3 mil em mensalidade dos alunos, vai ter fuga em massa nos cursos de graduação do Brasil. Eu sou contra uma medida como esta, porque o pai vai preferir pagar para o filho estudar em outros países”, disse o presidente da República.

Bolsonaro também disse que acredita mais na eficácia de um “bom curso técnico” nas chances de alguém conseguir um emprego do que em um curso superior. “Diploma na parede não é garantia de emprego”, afirmou Bolsonaro, que voltou a defender o aporte de mais recursos no ensino básico.

Nessa quarta (22/05/2019), o governo se viu obrigado a recuar da decisão de bloquear recursos destinados à Educação. O Ministério da Economia informou que vai usar uma parte da chamada “verba de contingência”, um total de R$ 5,37 bilhões, para compensar a perda de arrecadação estimada neste ano e, assim, recompor o orçamento da Educação e do Meio Ambiente, alvos de cortes.

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