Invicto na cidade, Brasil encara a Venezuela, às 21h30, na Fonte Nova (Foto: Reprodução)

A trajetória da Seleção Brasileira na Copa América 2019 começou em São Paulo e vai receber as bênçãos de todos os santos em Salvador nesta teça-feira (18), quando o Brasil encara a Venezuela na Fonte Nova, às 21h30, na segunda rodada do Grupo A.

O histórico recente tem sido de muitos gols. Os mais novos vão lembrar dos 3x0 aplicados sobre o Peru, nas Eliminatórias, em 2015; ou da goleada por 4x0 sobre a Dinamarca que marcou a volta por cima nos Jogos Olímpicos  do Rio-2016 e terminou com o inédito ouro.

Nem tudo, porém, são flores. No mesmo palco de hoje, o Brasil já amargou uma derrota em decisão de Copa América, em 1983. O “Fonte Novazo”, no entanto, foi bem mais ameno. Empate por 1x1 depois de derrota por 2x0 em Montevidéu e título para o Uruguai.

Curiosamente, mesmo esse empate com gosto de revés não foi tão marcante quanto o que aconteceu em 1989. Ou você esquece das polêmicas pela não escalação do atacante Charles, que acabara de conquistar o Brasileirão pelo Bahia? Ali, apesar de ovada em Renato Gaúcho, Hino Nacional vaiado e bandeira queimada, o Brasil fez 3x1 na Venezuela - mesmo rival desta terça - e abriu o caminho para quebrar o jejum de 40 anos sem conquistar a Copa América e 19 anos sem títulos de expressão.

No histórico da Seleção, a partida contra a Venezuela vai ser a de número 23 em Salvador. E, se depender dos números, os venezuelanos que se cuidem: o Brasil nunca perdeu um jogo sequer em terras baianas. Desde 1934, quando derrotou o Galícia por 10x4, no agora extinto Campo da Graça, a Seleção conquistou 16 vitórias e somou seis empates. Os números incluem três partidas da equipe olímpica.

Os times locais foram os primeiros a sofrer nos pés do escrete nacional. Depois do Galícia, também saíram derrotados Bahia, Vitória, Ypiranga e a Seleção Baiana no giro por Salvador três meses após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo, na Itália.

Em 1969, já na era Fonte Nova, o Bahia contava com o atacante argentino Sanfilippo, que havia disputado as Copas de 1958 e 1962, mas não conseguiu segurar o timaço treinado por João Saldanha e foi goleado por 4x0. Pelé, Jairzinho, Edu e Tostão marcaram os gols.

Foi a primeira e única partida do Rei pela Seleção na Fonte Nova. As “Feras do Saldanha” jogaram com: Félix (Cláudio), Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo e Rildo (Everaldo); Clodoaldo (Piazza) e Gérson (Rivelino); Jairzinho, Tostão, Pelé (Dirceu Lopes) e Edu.

O povo baiano já pôde ver o Brasil enfrentar  rivais sul-americanos, incluindo o clássico contra a Argentina, em 1985, vencido por 2x1 com gols de Careca, Burruchaga e Alemão. Maradona não jogou, mas alguns que seriam campeões mundiais em 1986 sim, como Brown, Ruggeri, Garré, Trobbiani e Pasculli, além do próprio Burruchaga e do técnico Carlos Bilardo. Entre os grandes europeus, Holanda e Itália foram adversários em Salvador.

A Fonte Nova é o palco que mais recebeu a Seleção na cidade. Entre o antigo e o novo estádio, foram 15 duelos no local. O Campo da Graça recebeu seis jogos e o Estádio de Pituaçu viu o Brasil bater o Chile por 4x2, em 2009, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

Veja pontos importantes das passagens da Seleção Brasileira por Salvador: 

A primeira vez  


O atacante Leônidas da Silva, o Diamante Negro, fechou a goleada por 10x4 que o Brasil aplicou no Galícia no extinto Campo da Graça, em 1934. Foi o primeiro jogo da Seleção Brasileira em Salvador.

Brasil x Venezuela 


O encontro entre Brasil e Venezuela na Copa América de 1989 foi marcado pela fúria da torcida baiana com a exclusão de Charles da lista de convocados. Na  Daniel Alves  
A primeira vez que Daniel Alves jogou em Salvador pela Seleção foi em 2009. OBrasil venceu o Chile pelas Eliminatórias da Copa de 2010 por 4x2, com três gols de Nilmar e um de Julio Baptista, em Pituaçu.

A última vez 


O Brasil bateu o Peru por 3x0, em 2015, na última vinda a Salvador com o time principal. Filipe Luís, que será titular hoje, fez o terceiro gol. No ano seguinte, a seleção olímpica goleou a Dinamarca por 4x0, pela Rio-2016.

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