Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) classifica a relação do governo com o Congresso como “horrorosa” (Foto: Divulgação)

O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), afirmou, em entrevista à Folha divulgada hoje (12), que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve ficar quieto para não atrapalhar a tramitação da matéria e evitar atritos. 

O senador classifica a relação do governo com o Congresso como “horrorosa”.

"Acho que a postura que ele (Jair Bolsonaro) deve ter é 'quanto mais calado, melhor', que aí as coisas fluem com mais tranquilidade, sem criar nenhum ponto de atrito. Aquelas declarações, algumas iniciativas, ele pode suspender, por enquanto, para não contaminar o ambiente", declarou.

Tasso sugere ainda que o presidente suspenda, por exemplo, a indicação do filho dele como embaixador nos EUA.

"O Senado é que vai respaldar ou não uma possível indicação para embaixador nos Estados Unidos. Qualquer coisa que venha contaminar o ambiente não é bom que venha do Poder Executivo", disse.

O relator da reforma no Senado considera que ele e os colegas vão ter algumas vantagens porque grande parte das discussões mais duras já foi feita na Câmara.

"Alguma participação do governo é importante. Principalmente no relacionamento entre estados e municípios, que é um dos pontos que estamos querendo incluir, e facilitar a aprovação por alguns setores que podem estar insatisfeitos aqui ou ali", considera.

"Mas, basicamente, a grande articulação está sendo feita por nós mesmos, pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pelas grandes lideranças da Casa", pontua.

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