Durante a paralisação, o serviço de postagem e entrega de encomendas fica afetado. (Foto: Divulgação)

Quem precisar dos serviços dos Correios vai ter dificuldades. É que a categoria decidiu entrar em greve na noite de terça-feira (10) para protestar contra a decisão do governo de privatizar a empresa. Só na Bahia são 5 mil trabalhadores e cerca de 700 unidades dos Correios. Durante a paralisação, o serviço de postagem e entrega de encomendas fica afetado. A estimativa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Estado da Bahia (Sincotelba), Josué Canto, é que pelo menos 70% da categoria tenha aderido à paralisação na Bahia.

“São 36 sindicatos parados no país. Nunca ocorreu um movimento tão forte como esse. Nossa greve é por tempo indeterminado”, informou. Entre as atividades de mobilização, eles programam acampar na região do Iguatemi, a partir das 13h desta quarta-feira (11). Ainda de acordo com o presidente do sindicato, o objetivo do movimento é manter os direitos da categoria garantidos. “Estamos na nossa data base salarial. O TST propôs à empresa a prorrogação do acordo coletivo e ela empresa não quis. Quem tá levando os trabalhadores para a greve é a empresa”, diz.

Participam da mobilização carteiros e atendentes comerciais. O CORREIO tentou contato com a assessoria de imprensa da empresa, mas não obteve sucesso. Em maio, a empresa anunciou o fechamento de mais 12 agências dos Correios na Bahia até o dia 5 de julho deste ano. Ao todo seriam 161 unidades no país que encerrariam as atividades. A empresa estatal informou na ocasião, em nota, que os serviços ofertados nas agências afetadas migrariam para unidades próximas. A medida, segundo informou os Correios, daria sequência ao processo de readequação da rede de atendimento iniciado em 2018.

“O atendimento será absorvido por outras agências próximas, sem prejuízo da continuidade e da oferta de serviços e produtos. As unidades que serão desativadas ocupam imóveis alugados e estão sombreadas por outras”, diz a nota. Os empregados dessas agências serão transferidos para outras agências ou poderão optar pelo reenquadramento de atividade, informou a empresa.

Atualmente, os Correios possuem cerca de 11 mil pontos de atendimento em todo o país e é a única empresa pública presente em mais de 5.500 municípios brasileiros. “A iniciativa tem, dentre outros objetivos, assegurar maior produtividade e garantir unidades rentáveis, sem comprometer, no entanto, a universalização dos serviços postais”.

Em outubro do ano passado, quatro agências dos Correios foram fechadas na Bahia. Três delas funcionavam em Salvador: Baixa dos Sapateiros, aeroporto e Pituba. A quarta atingida ficava em Ilhéus, a agência do Malhado. Na ocasião, foram 41 agências fechadas em 15 estados. Na época, a estatal também alegou que as unidades desativadas funcionavam em imóveis alugados, localizadas muito próximas a outras agências (menos de dois quilômetros) e não geravam lucros.

Confira as unidades fechadas este ano na Bahia:

Agência Capuchinhos – Feira de Santana

Agência Itabuna – Itabuna

Agência Santa Cruz do Oeste – Luís Eduardo Magalhães

Agência Campo Grande – Salvador

Agência Estrada da Liberdade – Salvador

Agência Fórum Ruy Barbosa – Salvador

Agência Mercado Modelo – Salvador

Agência Terminal Rodoviário – Salvador

Agência Universidade Federal da Bahia – Salvador

Agência Pituba – Salvador

Agência Tribunal Regional do Trabalho – Salvador

Agência Bairro Departamento – Vitória da Conquista

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