Comentário criticado vem dias após comparar servidores públicos a ‘parasitas’ (Foto: Divulgação)

 O ministro da Economia Paulo Guedes voltou a polemizar nesta quarta-feira (12) ao comentar o valor do dólar, que é um dos mais altos da história, ao dizer que é “bom para todo mundo”. 

A justificativa para essa lógica própria de Guedes é que com o dólar mais baixo “todo mundo” estava indo para a Disney, inclusive “empregada doméstica”. Ele ainda recomendou que os brasileiros viagem pelo Brasil.

“O câmbio não está nervoso, mudou. Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeira do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver”, comentou o ministro, durante evento em Brasília.

Nesta quarta, o dólar bateu o quarto recorde consecutivo em relação ao real. A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 4,3505, em alta de 0,55%. Para Guedes, o mix de juros baixos e câmbio alto é bom, porque aumenta as exportações e substitui importações, inclusive no turismo,

Ao continuar o discurso, Guedes afirmou. “Antes que falem: ‘Ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia’. Não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo está indo para a Disneylândia, até as classes sociais mais…”

Na sequência, recomendou outros pontos turísticos do Brasil. “Todo mundo tem que ir para a Disneylândia conhecer um dia, mas não três, quatro vezes por ano. Porque com dólar a R$ 1,80 tinha gente indo quatro vezes por ano. Vai três vezes para Foz do Iguaçu, Chapada Diamantina, conhece um pouquinho do Brasil, vai ver a selva amazônica. E na quarta vez você vai para a Disneylândia, em vez de ir quatro vezes ao ano”, completou.

Na última sexta-feira (7), Guedes comparou funcionários públicos a "parasitas" durante uma palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas. Ele falava das reformas administrativas que o governo federal planeja. 

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