Tradicional evento pré-carnavalesco reúne diversas atrações musicais e culturais durante todo o dia (Foto: Divulgação)

Uma festa pré-Carnavalesca, que como qualquer outra tem música, protesto e fantasia, mas cujo destino final é o mar. Esse é o diferencial do Banho de Mar à Fantasia, tradicional evento que ocupa a Ladeira da Preguiça e outras importantes ruas do Centro Antigo de Salvador no domingo que antecede a folia. 

O evento, que dura o dia todo, começa cedo, com um cortejo que sai da Ladeira da Preguiça às 12h, sobe a rua da Gameleira, passa pela Carlos Gomes, entra no Dois de Julho, chega à Rua do Sodré e retorna à Ladeira da Preguiça para, no final da tarde, descer para a praia. 

A maioria das atrações se dividirá entre o Palco da Praia, localizado na Praia da Preguiça, e o Palco Mirante, situado na Rua Visconde de Mauá. 

Na programação, entre palavras de ordem, serpentinas e glitter, estão artistas como a cantora Larissa Luz, o soundystem do Ministereo Público, o afoxé feminino Filhas de Gandhy, o rapper Xarope MC, o grupo cultural de juventude Batekoo, as bandas de samba Vai Kem Ké e Assim Que Se Faz e o bloco afro Ilê Aiyê. Já os Mascarados de Maragogipe e a Fanfarra da Preguiça serão responsáveis por puxar o cortejo que dá início à festa.

Cenário de uma realidade dura, cercada de prostituição, violência e tráfico de drogas, a Ladeira da Preguiça usa a cultura para se transformar cotidianamente. Eternizada em música de Gilberto Gil, não é de hoje que a ladeira encara a arte e a cultura como fatores transformadores da realidade social e política.

"O intuito da festa é político, não é um evento pelo evento, é a oportunidade de dar evidência às nossas lutas, de denunciar a gentrificação que nossa comunidade e o Centro Histórico de Salvador de modo geral têm sofrido", explica Marcelo Teles, coordenador do Centro Cultural Que Ladeira é Essa!, um dos grupos promotores da festa ao lado do Coletivo de Entidades Negras.

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